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Uma noite de medo

Era uma noite chuvosa. Mônica estava sozinha em casa e tinha uma mente muito criativa. Raios e fortes trovoadas irrompiam pela noite escura. De repente, faltou energia e ela, que tinha apenas 16 anos, começou a ficar com medo, imaginando que logo apareceria um fantasma ou algum desses monstros dos filmes, que ela adorava assistir. Ela, então, tentou encontrar uma vela para clarear o ambiente, esquecendo que seu celular tinha a função lanterna. Com muita dificuldade e ansiedade, conseguiu pegar uma vela e a acendeu com um isqueiro, ficando um pouco mais tranquila. Foi aí que escutou um barulho estranho vindo da parte lateral da casa e, em seguida, ouviu um som ainda mais estranho vindo da porta da frente. Era um ruído suave, mas assustador, como o som de um giz sobre o quadro. Ela se lembrou que tinha se mudado há apenas um mês para aquela casa e que os vizinhos tinham falado que os antigos moradores eram estranhos e sempre ouviam barulhos e vozes. Começou a acreditar que a casa ...

Era pra ser apenas um jogo de futebol

 Roger tinha um filho de apenas seis anos que gostava muito de futebol. Seu nome era Pedro e ele nunca tinha ido num estádio de futebol para ver uma partida ao vivo, e Roger queria levá-lo, afinal Pedro vinha insistindo nisso há algum tempo. Num domingo de clássico, eles foram ao estádio ver a partida do time para o qual torciam. Roger tinha ido poucas vezes, pois achava melhor assistir em casa, e por isso achava que seria bem tranquilo. Durante o jogo tudo tinha transcorrido normalmente com a vitória do time deles. Mas, logo na saída da arena, eles presenciaram brigas entre as torcidas rivais e conseguiram escapar correndo junto com outras pessoas. Pedro ficou visivelmente assustado com tanta violência, ao mesmo tempo sem entender o motivo da briga. Eles foram caminhando para pegar o metrô acompanhados de muitos torcedores do mesmo time. Ao chegarem na estação, “torcedores” do time adversário estavam espancando quem entrava e a correria e o empurra-empurra fizeram com...

Um dia qualquer (bullying)

Fernando estava andando na calçada, indo para o colégio, quando passou por um grupo de colegas de aula, e um deles o segurou, derrubou sua mochila e deu um tapa na sua cabeça. Ele respirou fundo, ficou em silêncio, abaixou-se e pegou sua mochila de volta. Quando ia voltar a caminhar, outro garoto repetiu a ação de seu colega e completou dizendo: – Vai procurar a tua turma! Pegou novamente sua bolsa e voltou a caminhar olhando pro chão como geralmente fazia. Ao chegar na escola, alguns alunos olharam-no com desdém, enquanto outros mais ousados jogaram bolinhas de papel e gritaram “estranho”, “maluco”, “monstro”. Durante a aula, o aluno que sentava atrás dele, de vez em quando, puxava o cabelo dele e chutava a cadeira. Um de seus professores já tinha feito algumas “brincadeiras” com Fernando e toda a sala sempre dava risada. No intervalo, ele teve que pagar o lanche do seu grande “rival” e, em seguida, levou sua surra diária, nada muito forte pra não causar hematomas. ...

A flor

Maurício tinha pouco mais de 15 anos, estava começando o ensino médio e não tinha muitas experiências com mulheres, como era de se esperar pela sua pouca idade. Desde os seus doze anos, ele vinha colecionando amores platônicos em cada ano de colégio, porém nunca tinha demonstrado nenhum interesse direto por nenhuma delas. Mas, agora no ensino médio, ele imaginava que as coisas iriam finalmente mudar e ele se tornaria um dos garotos populares do colégio. Entretanto, pouco tempo depois do começo das aulas, ele voltou a se interessar por outra colega de aula, Natasha. Ele decidiu que não ficaria apenas observando e para isso ele bolou um plano perfeito. Sabia que precisava vencer a sua timidez e começar a interagir com ela, aproximando-se do grupo de colegas mais chegados dela. Ele colocou em prática seu plano e, poucos dias depois, eles estavam bastante enturmados e próximos, mas ele não percebia que ela só estava se aproveitando dele, que a “ajudava” a fazer trabalhos e ativi...

Algo engraçado (ou nem tanto)

Certo dia, Pedrinho estava conversando com sua mãe na cozinha, mas ela percebeu que ele estava escondendo algo, pois ele, que era muito agitado e sapeca, estava muito quieto e fechado. – Diga, meu filho, o que você está escondendo? Tô te achando muito desconfiado. – Mamãe, eu vi o papai fazendo assim com a empregada – disse ele, com a voz fina típica das crianças, fazendo um gesto com as duas mãos indo pra frente e pra trás quatro vezes na altura da barriga, enquanto seu tronco também se movimentava. – Ah, é? Pois você vai contar pros seus avós pra que eles vejam que o filho deles não é o santo que eles imaginam. No outro dia, durante o almoço, a mãe do menino disse que ele tinha algo pra falar para os avós. Ele, todo sem graça, não quis falar. – Fala, filho – disse a avó, incentivando o menino de apenas cinco anos. Enquanto isso, um vizinho entrava na casa para bater um papo como sempre fazia aos domingos. – É que eu vi o papai fazendo assim com a empregada – e aqui ele...

Não se envolva

Já faz algum tempo que a moda é não se envolver, não se apegar, não criar expectativas e curtir o momento. Pratique o desapego , é o que dizem por aí. Se essa moda for apenas uma fase da sua vida, tudo bem. Existem algum as vantagens nessa prática, desde que não machuque os sentimentos de outra pessoa. É uma etapa em que se busca novas histórias, novos horizontes, novas perspectivas e emoções. Não se busca relacionamentos de longo prazo. Então, faz muito sentido praticar o desapego. Mas, se este é o lema da sua vida e não apenas uma fase, então eu acho que não é uma boa ideia porque parece algo incompleto, inacabado, como um sentimento que só vai até certo ponto e não avança para algo mais íntimo e pessoal. Fica apenas no básico, no casual, parece algo automático, como comer e beber. É algo que você precisa fazer, como uma obrigação, uma tarefa, uma necessidade fisiológica. Dá até prazer, mas não passa disso. Pode parecer meio exagerado, mas é como naquele filme O doador de me...

Ausente

Eu sei que estive ausente, um pouco indiferente a tudo que você sente e aos delírios da minha mente. Mas acordei de repente e soube instantaneamente que você é o meu presente, que caiu na minha frente. Lembrei do seu sorriso envolvente, que me conquistou imediatamente, do seu jeito resiliente, que me marcou profundamente. E você está diferente, parece meio carente, mas ainda muito atraente, usando óculos de lente. E me disse lentamente que vai me amar eternamente. Então fiquei lúcido novamente e soube instantaneamente que você é o meu presente, que ganhei por acidente. “ Demorei muito pra te encontrar, agora quero só você. Teu jeito todo especial de ser, eu fico louco com você ”. Trecho da música Só você , do cantor Fábio Jr.

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