sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Pra sempre? (um pouco de sofrência)

Eu deveria saber que não duraria para sempre. Afinal de contas nada dura pra sempre mesmo. E eu achava que estava prevenido, que nunca mais passaria por esse tipo de sofrimento. Achava que era forte, que estava no controle, que não me apegaria a ninguém, que meu coração era indestrutível, que estava a salvo de frustrações.
Agora parece claro o quanto me enganei. Acho que nunca estamos realmente preparados para esse tipo de situação.
Eu entrei no seu jogo, sabendo dos riscos e confiando nos meus talentos. E tudo estava indo tão bem no começo. Formamos um belo casal, tivemos bons momentos e posso dizer que nos divertimos muito. Tínhamos uma conexão fora do comum. Algumas pessoas nos olhavam e nos invejavam porque diziam que éramos como um casal de cinema. Mas depois de quase um ano você disse que tudo estava acabado.
Talvez não tenha durado tempo suficiente, pois pra mim estava perfeito. Eu deveria ter percebido que as coisas estavam desmoronando, mas meus olhos provavelmente estavam vendados para nossos problemas de convivência.
Depois de alguns meses eu ainda não consigo seguir em frente. E não sei explicar o motivo, pois você já deveria ter saído dos meus pensamentos há muito tempo, mas toda hora algo me faz lembrar de nossos momentos felizes. Uma cena de filme, uma música, uma palavra, um objeto, uma viagem, uma bebida, uma comida… Em quase tudo vejo seu rosto sorrindo pra mim.
É duro, machuca e parece que não vai passar. Não deveria ser assim. Eu deveria estar preparado. Não é justo, pois você seguiu tão facilmente.
Mas sei que o tempo vai curar todas as feridas e só vão ficar as boas lembranças.


'Cause even after all this time I still wonder why I can't move on just the way you did so easily [Porque mesmo depois de todo esse tempo eu ainda me pergunto por que não posso seguir em frente como você fez tão facilmente”. Trecho da música We Don't Talk Anymore, de Charlie Puth.