sábado, 19 de dezembro de 2009

Um sabor diferente

Juliano já tinha vivido muitas coisas na sua curta vida. Já tinha experimentado muitas emoções. E a sua vida estava agitada desde que tinha terminado um namoro de três anos há cerca de seis meses atrás.
Passou a sair muito com os amigos e algumas mulheres. Saia quase todos os dias, tentando se manter ocupado. Passava o dia todo trabalhando muito e à noite, quase sempre, saia para se divertir, distrair-se, passar o tempo.
Mas Juliano já começava a sentir falta de ter alguém com quem dividir o seu tempo, os seus momentos, as suas angústias.
Os seus “amigos”, ele sabia, fugiriam na primeira oportunidade em que surgisse um problema. As garotas com quem saía nem sequer queriam um segundo encontro. Parece que elas estavam querendo só mais um cara nas suas listas.
Ele estava quase sufocado, vivendo aquela vida agitada. Precisava de algo diferente.
Num domingo, num desses feriados prolongados, a cidade estava quase vazia. Juliano não tinha viajado com os amigos, como de costume. Decidiu tirar um tempo pra si. Refletir sobre a sua vida.
Ele estava numa praça. Havia poucas pessoas. De repente, ele viu surgir meio distante uma mulher. E, quanto mais ela se aproximava, mais ele percebia que ela era linda. E ela se aproximou cada vez mais e se sentou num banco próximo. Estava sozinha e parecia que estava triste. Parecia que estava refletindo.
Ele estava com medo de se aproximar, mas a sua vontade de falar com ela falou mais alto e logo ele se sentou no mesmo banco em que ela estava sentada. Ela disse “oi”, um pouco surpresa.
- Percebi que você parece triste – ele disse de um jeito delicado.
- Estou um pouco triste mesmo. Um pouco cansada.
- Eu estou do mesmo jeito. Que coincidência – ele disse, sorrindo. – A propósito, meu nome é Juliano.
Ele estendeu a mão para cumprimentá-la. E ela disse que se chamava Helena e apertou a mão dele.
- Eu já não sei o que fazer – disse ela. Ela parecia um pouco constrangida. – Eu não deveria estar falando com você e muito menos sobre o que eu quero falar.
- Não se preocupe. Você pode falar o que quiser. Prometo que vou ser um bom ouvinte – ele disse, tentando deixá-la mais à vontade.
- É que eu não tenho sorte com homens. Eles sempre me magoam muito. Por isso estou triste. Descobri recentemente que ele estava me traindo.
- Deve ter sido difícil. Mas você não deve se desanimar. Ainda vai encontrar o homem certo, quando menos esperar.
Juliano esperava que ele fosse esse homem. Começou a contar sobre a sua vida, suas angústias, e Helena percebeu que começava a se interessar por ele.
Trocaram telefones, começaram a se encontrar para conversar, e depois começaram a sair para jantar, e numa dessas saídas Juliano disse que queria namorar com ela, chegou perto  e a beijou com muito sentimento. Sentiu um sabor diferente e que sua vida mudaria completamente a partir daquele momento.

"Assim pude trazer você de volta pra mim, quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim". Índios - Legião Urbana.

7 comentários:

  1. Diego,
    sua narrativa é ótima,
    tem graça e prende na palavra...

    abraços,
    e continuemos...

    adorei seu blogue!

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  2. Noossa, bem interessante.
    - Deve ter sido difícil. Mas você não deve se desanimar. Ainda vai encontrar o homem certo, quando menos esperar.
    As vezes o que precisamos fazer, é simplesmente NADA.
    Precisamos entender, que não está tudo nas nossas mãos, mais sim, quando menos esperamos, quando deixamos DEUS agir por nós, guiar nossos caminhos, Ele nos mostra que hora devemos agir.

    O ruim pra muitos é saber esperar. =/
    O tempo de Deus não é como o nosso tempo que demora eternidades pra ter fim.
    O tempo de Deus, é o tempo curador de todo o mau.
    Parabens, adorei o post.
    Bjiim

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  3. Muito lindo como sempre ; palavras leves e que prendeem agente ainda mais . Bjão

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  4. como disseram vc prende a atenção do inicio ao fim
    adoro ^^

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  5. Posso perguntar uma coisa? ;D
    - Relaxa que não é nada demais

    obs: obrigada pelos parabéns *-*

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  6. Ahh eu te aceitei no orkut *-*
    te pergunto laa
    Beeijos !

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  7. Gostei da história, só acho que a escrita foi um pouco forçada, não leve isso como uma critica, mas como um toque tá?
    Realmente o nosso amor aparece quando menos esperamos... mas sei lá, eu ando tão desacreditada... =(


    Beeijos!

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