sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

O país do futuro?

 

Há muito tempo dizem que o Brasil é o país do futuro. Mas esse futuro parece muito distante. A verdade é que o nosso país tem tudo pra ser uma potência econômica, mas parece que somos mais um desses casos de potencial desperdiçado.

É triste porque reconhecidamente somos um povo hospitaleiro, sorridente e batalhador. Pelo menos muita gente diz isso. Será mesmo? Muitas vezes, os estrangeiros são recebidos com tiroteio e assalto à mão armada. Nosso potencial turístico poderia ser muito maior.

Talvez sejamos sorridentes e batalhadores. A maioria, certamente. Mas existem pessoas tristes, que choram diariamente diante de tantas mortes injustificáveis e da pobreza extrema. E há também uma classe acomodada – os chamados marajás, a alta elite do funcionalismo público –, que muitas vezes nem trabalha, mas recebe altos salários.

513 Deputados Federais! E seus milhares de assessores? 200 não seria um número mais razoável? Obviamente, se eles mesmo decidem quantos cargos devem existir na Câmara dos Deputados, esse número nunca vai ser menor. Talvez muitos deles podem ser encaixados como marajás…

Mas, como vamos ser o país do futuro, se todos os dias centenas de pessoas são mortas e agredidas pelos motivos mais banais? E o que dizer das mulheres que são espancadas e mortas por seus próprios maridos/namorados? Os números de agressões e mortes são assustadores e perdemos até de países que estão em guerra.

E muitos desses assaltos e assassinatos são realizados durante o dia, no meio da rua e de outras pessoas, demonstrando que os criminosos não sentem nenhum medo de morrer ou de ser preso. Além da insegurança, existe uma sensação de impunidade.

Mas, no meio dessa barbárie, existem cidades pacíficas e tranquilas. Por que elas são diferentes?

O que dizer de Curitiba/PR, que é considerada uma das cidades mais limpas do mundo? Por que outras cidades não podem fazer o mesmo? Na maioria dos municípios falta até asfalto nas ruas e saneamento básico… O que falar da educação e de regras mínimas de convivência? Muitas vezes parece algo de outro planeta.

O Brasil quer ser o país do futuro, mas muitas rodovias ainda não são asfaltadas. São feitas de barro e, quando chove, ninguém passa… Parece que estamos no século XIX.

País do jeitinho, das pequenas corrupções diárias, entretanto é tudo normal, afinal bonito mesmo é ser malandro.

Em algumas coisas somos bons e poderíamos ser os melhores, mas ainda falta muito. Estamos muito distantes e não vemos a luz no fim do túnel.


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Vivemos esperando dias melhores, dias de paz. […] Vivemos esperando o dia em que seremos melhores […] Vivemos esperando dias melhores pra sempre.” Trechos da música Dias Melhores da banda Jota Quest.




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