quarta-feira, 27 de março de 2019

O amor não é um jogo

Jair conheceu Nadine numa balada sertaneja. Já estava quase no final da festa quando ele a avistou e foi até ela para conversar. Eles estavam alegres, como é de se esperar numa balada desse tipo. Já tinham bebido alguns drinks, mas ela disse que já estava de saída porque suas amigas estavam indo embora.
Ele, então, pediu o número do celular dela e ela o passou numa boa e se despediu.
No outro dia, Jair a chamou para conversar por meio de um aplicativo de celular e eles conversaram bastante. A conversa estava fluindo muito bem. Mas, quando ele a chamou para sair, ela disse que eles precisavam conversar mais, pois ela não o conhecia muito bem.
Faz sentido, ele pensou. E então eles conversaram por mais uma semana, todos os dias, e o papo geralmente era bem agradável, mas algumas vezes ela demorava muito para responder e outras vezes não respondia.
Ele ligou o sinal de alerta, mas continuou conversando com ela e finalmente eles marcaram um encontro num bar/restaurante com boa música sendo tocada ao vivo.
Eles conversaram alegremente durante um tempo, comeram alguns aperitivos e tudo parecia que ia muito bem, apesar de ela mexer muito no celular. Ele, então, olhou bem fundo nos olhos dela e disse:
Eu gosto de você. Estamos conversando há algum tempo, mas ainda não sei se você me quer também. É muito simples. É só dizer sim ou não.
Mas ela pensou que o amor era um jogo, que tinha que dificultar as coisas e disse que não sabia. Realmente ela não sabia que ele estava cansado de joguinhos, de complicação, estratégias, fórmulas…
Quando você souber me avisa. Gosto de pessoas decididas, de quem sabe o que quer – ele disse, tentando ser o mais educado possível.
Ele chamou a garçonete, pagou a conta, despediu-se brevemente e saiu.
Ela ficou mais um tempo ali sentada, pensando; parecia impressionada. Ela não estava acostumada a ser tratada assim. A maioria dos homens que ela se relacionava fazia quase tudo o que ela queria e ficava implorando por atenção.
Nadine ficou pensativa por alguns dias, mas só o chamou para conversar uma semana depois. Ela disse que queria marcar outro encontro, mas ele disse que já estava saindo com outra mulher. A fila anda, ele pensou. E ela percebeu que perdeu uma grande oportunidade.

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Só dizer sim ou não, mas você adora um se”. Trecho da música Se, do cantor Djavan.


7 comentários:

  1. Oi Diego, tudo bem?
    Honestidade é sempre o melhor caminho, pra que ambos fiquem na mesma página. É bem chato quando alguém fica enrolando a outra pessoa por indecisão.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  2. Já disse que adoro seus textos? Também odeio joguinhos em relacionamento. Para mim, tem que ter honestidade sempre e ser direto... Joguinhos só me faz lembrar de adolescentes começando um namoro.

    Gravado na Memória

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  3. Oi Diego,
    Adorei o texto!
    Na vida real seria melhor para ambos deixarem tudo em pratos limpos desde o início. Sinceridade dói, mas é necessária e o melhor caminho.

    até mais,
    Canto Cultzíneo

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  4. Oi Diego, tudo bem?
    Gostei muito do seu texto e da forma como você conduziu a história.
    Sempre bom achar blogs de escritores.

    até a próxima e bom feriado!

    Borboletra


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  5. Olá, Diego.
    O mal das pessoas é não dizerem o que estão sentindo. Tanto o sim como o não parecem ser algo tão dificil de dizer que a oportunidade acaba passando mesmo.

    Prefácio

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  6. Oi Diego, tudo bem?
    Passando pra agradecer a visita e desejar boa semana. =D
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  7. Hey Diego! Tudo bem?
    Realmente, a fila anda, e de joguinhos já basta nosso video-game!
    Obrigada por comentar lá no blog.
    Volte sempre!

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