Jean
era um músico talentoso, tocava e cantava à noite em bares e pubs
pela cidade. Sua pequena fama e reconhecimento aguçaram seu ego e
ele acabou caindo na armadilha da droga, que foi entrando lentamente
na sua vida, por meio de membros e de fãs da sua banda.
Depois
de quatro anos usando vários tipos de drogas ilícitas, sua pequena
fama acabou completamente. Ninguém queria contratá-lo para uma
apresentação musical, os supostos amigos sumiram e sua aparência
deixava transparecer o uso de crack.
Ele
já havia passado por tratamento e sua namorada tentava ajudá-lo a
superar a situação.
Infelizmente,
dois anos depois a situação se agravou e o pior aconteceu.
Depois
uma longa noite de uso de crack,
álcool
e cigarro, Jean acordou e viu sua namorada morta ao seu lado,
apunhalada por vários golpes de faca. Logo em seguida, ele foi
preso, mas disse que não se lembrava de nada.
Um
psiquiatra, entrevistado por uma emissora de televisão, após a
notícia chocar a cidade, disse que talvez Jean não se lembrasse
mesmo do que tinha feito. Ele disse que, em casos de uso recorrente
de drogas, é comum a perda de memória recente.
Tudo
que Jean se lembrava é que ele e a namorada tiveram uma discussão
como tantas outras. Talvez a morte de Karen – a namorada de Jean -
tenha sido causada por sua tentativa de evitar que ele usasse a
droga. Ela morreu por tentar ajudar o seu próprio namorado.
Muitos
poderiam pensar que ela deveria ter terminado o namoro e que seguisse
a sua vida, mas Karen o amava e não iria abandoná-lo quando ele
mais precisava de apoio e ajuda.
A
sua decisão acabou causando a sua morte, mas no fim ela sabia que
tinha tentado fazer o que era certo aos olhos dela.
“Há
jovens nas esquinas, com drogas nas mochilas, curtindo uma liberdade
artificial.”
Trecho da música “Uma canção de amor pra você”, da banda
Catedral.