Será que eu disse “eu te amo” cedo demais? Três semanas, cinco encontros. Algumas pessoas chamam alguém assim de “emocionado”, mas será mesmo? Às vezes fico pensando se deveria ter esperado mais. A sua reação silenciosa me deixou pensativo. Apesar do silêncio e de um pouco de constrangimento da minha parte, as coisas logo voltaram ao normal, a conversa fluiu, sorrisos, abraços e beijos surgiram naturalmente. Mas logo depois comecei a pensar demais e diversos cenários foram surgindo na minha mente. Talvez algumas palavras precisem de mais tempo para serem ditas no momento certo ou mais apropriado. Acho que me deixei levar pelo que sentia naquele instante e as palavras simplesmente saíram sem pensar, quase que automaticamente. Será que o amor precisa aprender a caminhar devagar? Devemos guardar palavras, mesmo quando temos tanta vontade de falar? D evemos fingir que não sentimos algo porque a outra pessoa pode não estar preparada? O amor é um jogo? Por que não podemos...
João e Renata estavam namorando há oito meses e ele então a convidou para morarem juntos no apartamento dele. Tudo estava indo muito bem no começo e eles estavam se divertindo muito nessa fase. Era como se estivessem numa constante lua de mel . Mas, depois de quatro meses, os pequenos defeitos um do outro começaram a aparecer. Renata já não achava João tão atencioso assim. Na verdade, muitas vezes ele a tratava com desleixo e indiferença. João já não achava Renata tão paciente assim. De fato, ela tinha manias controladoras e suas cobranças constantes não agradavam mais. Ele começou a passar os fins de semana deitado no sofá, maratonando séries e jogos de futebol. E, certo dia, Renata reclamou: – Você sabe que eu não sou chata, mas você está exagerando. Assim não vai funcionar. – Não posso mais nem ter meu momento de descanso? – ele resmungou. – Claro que pode, mas o fim de semana inteiro não dá! Ele disse que ia melhorar, ia se dedicar mais à rotina do casal. ...