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Mostrando postagens de agosto, 2015

Nós precisamos conversar

Um sorriso. Bastou um belo sorriso e a vida de Jorge mudou completamente. Ele, que não tinha sorte nos relacionamentos, parecia ter encontrado a sua amada. Ela se chamava Amanda e apareceu na sua vida de repente, de um jeito meio inusitado. Logo começaram a sair para almoçar, jantar e simplesmente conversar. A companhia dela era sempre muito boa para ele, que sempre queria estar ao lado dela. E então veio o primeiro beijo e as primeiras juras de amor. E Jorge tinha grandes planos para eles. Mas Amanda parecia não estar preparada para tantos planos. Queria simplesmente uma companhia, alguém que a divertisse e a levasse para bons lugares. O coração de Amanda parecia pertencer a outro homem e Jorge, mesmo com sua pouca experiência, já tinha percebido e começava a desconfiar que ela estiva saindo com outra pessoa. Então, Jorge mudou o seu comportamento e começou a tratá-la com um pouco mais de virilidade, e ela achou estranho, pois sempre gostava de como ele a tratava. Depois d...

Preconceito

Clara havia acabado de sair do banco, quando entrou numa loja de roupas, querendo comprar o vestido que ela tanto sonhava. Nesse momento, apareceu uma moça, uma vendedora cheia de sorrisos. Clara foi direto ao vestido. Ela já sabia o preço, mas perguntou mesmo assim. - Trezentos e cinquenta reais – disse a vendedora, com um pouco de indiferença, talvez porque Clara não estava bem vestida, ou porque Clara era negra ou simplesmente porque aquele vestido era o mais caro da loja. - Qual é o desconto? – perguntou Clara, sabendo que não teria nenhum desconto. - Esse é o preço para pagamento à vista ou no cartão – disse a vendedora, já olhando para a madame que chegava toda arrumadinha, olhando as primeiras peças da loja. – Enquanto você escolhe, vou atender aquela mulher – disse, demonstrando um pouco de insatisfação por atender Clara, como se soubesse que ela não compraria nada. - Espere. Eu já escolhi. Eu quero esse vestido. Onde posso experimentar? A vendedora, meio surpresa,...

Voz distante

A sua voz estava distante, tão cortante e fria, tão vazia e chocante. Nenhum sentimento havia, a não ser o pior sentimento, tão nojento e repugnante, tão incessante e rabugento, mas o seu olhar é penetrante. E na sua expressão tanta crueldade, tanta falsidade e indecência, tanta truculência e perversidade. O seu estado beira à indigência. Decidi ir embora, assustado, com tanta inimizade e arrogância. E depois de meses me vi obrigado a manter uma certa distância. "Tem gente que machuca os outros. Tem gente que não sabe amar". Trecho da música "Mais uma vez" de Renato Russo.

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