As coisas não estavam indo bem na vida de Plínio. Ele estava com dificuldades na faculdade e no seu trabalho, sem falar na sua vida amorosa, que praticamente deixou de existir há algum tempo. Ele estava dando um tempo; não queria mais se envolver com ninguém desde que foi rejeitado um ano atrás pela mulher que ele considerava o amor de sua vida. E, num desses dias comuns, que nada tem de especial, Plínio foi pra praça perto de sua casa, refletir e pegar um ar fresco. Ele só não sabia que mais uma pessoa tinha ido lá pelo mesmo motivo. E ela estava sentada no banco ao lado, tão pensativa que o fez imaginar o que a afligia tanto. Mas ele não queria conversar, já tinha até perdido a prática. Só não esperava que ela fosse se sentar ao seu lado e lhe perguntar o seu nome. Ele disse seu nome e perguntou o dela. Ela disse que se chamava Laura, tinha 19 anos e estava muito triste, apesar de ele não ter perguntado. Ela falou que se sentia perdida, teria que fazer o curso que s...
Textos fictícios