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Mostrando postagens de março, 2010

Pôr do sol

O dia estava lindo. Um sol magnífico brilhava no ar e o céu estava completamente azul, sem nenhuma nuvem. Fabrício tinha combinado um encontro com a sua colega de faculdade. Mas não era um encontro romântico (bem que ele queria); era só um trabalho da faculdade. Era só o primeiro período da faculdade e, por isso, Fabrício não a conhecia muito bem. Pra falar a verdade, ele nem se lembrava do nome dela. Lá pelas três horas da tarde, ela chegou à casa dele e logo começaram a fazer o trabalho. Era algo sobre física nuclear e eles estavam meio perdidos, sem saber o que fazer exatamente. Mas, no final, conseguiram reunir o que tinham pesquisado e o trabalho não ficou muito a desejar. Lá pelas cinco da tarde, quando terminaram o trabalho, Fabrício a convidou para lanchar perto da sua casa, na beira do lago que banhava a cidade. Lancharam e Fabrício logo perguntou o nome dela. Ela disse que se chamava Ana. Fez-se um silêncio. Fabrício olhava o pôr do sol. Ele, que já estava acostumado a olhar ...

Mais uma vez: Sorte

A sorte começava a mudar para Augusto. A sua vida de azar parecia ter ficado para trás quando conheceu Alícia. Logo ele que havia desperdiçado várias oportunidades de mudar a sua vida para melhor. Mas logo que a conheceu, sentiu algo extremamente especial em seu coração, como se soubesse que ela era a escolhida, a tão esperada mulher de sua vida.  Conheceram-se meio que por acaso e seus caminhos quase sempre se cruzavam e tudo que ele falava era um “oi”, “bom dia”. Então, uma semana depois da primeira vez que a viu, teve coragem suficiente para falar com ela e a convidar para um jantar. Ela ficou surpresa e sorridente e aceitou o convite. Naquela noite, começaram o relacionamento. Ele queria algo sério e ela também. Parecia que haviam sido feitos um para o outro. Almas gêmeas, como dizem.  A sorte de Augusto mudou. Oportunidades apareceram e ele não as desperdiçou. Começou a trabalhar e a ganhar um bom dinheiro. Ganhou até na loteria (na quina) o valor correspondente a R...

Um conquistador

Durante toda a sua longa vida, Rogério já havia namorado muitas mulheres e ficado com outras tantas. Ele só tinha 25 anos, mas se gabava de já ter feito quase tudo nessa vida. E, quando o assunto era mulher, ele dizia que sabia tudo. E isso era mesmo uma meia verdade, se é que isso existe. Brincava com os corações das mulheres, como se elas fossem bonecas sem sentimentos. Desfazia-se delas da mesma maneira que as conquistava: rapidamente e sem nenhuma emoção. Era um típico conquistador, do tipo que não aceita não como resposta. E esse foi seu maior erro. Quando encontrou uma mulher (o nome dela era Suzana) que não se deixou seduzir por seus truques baratos, ele se viu perdido, relembrando a mulher que o havia deixado. Foi esta mulher (a que o deixou) que fez com que ele se transformasse num homem vazio e sem sentimento. Rogério, então, decidiu que não descansaria até ter Suzana ao seu lado. Talvez por que quisesse parar de ser um conquistador e quisesse realmente amar novamente. Ou tal...

Medo

Era noite. Estava chovendo. Raios e trovões se perdiam pela noite escura. De repente, faltou energia. Carlos estava só em casa. Seus pais estavam trabalhando. Eram professores. Ele era um garoto de apenas 16 anos e começava a ficar com medo. Nesse momento, tentou encontrar uma vela para acendê-la. Ligou seu celular para clarear um pouco em sua volta. Assim, conseguiu pegar uma vela e o isqueiro. Acendeu então a vela e ficou um pouco mais tranqüilo. Foi aí que escutou alguns barulhos estranhos pela casa e se lembrou que se mudou há apenas um mês para aquela casa e que os vizinhos tinham falado que os antigos moradores eram estranhos e sempre ouviam barulhos e vozes. Carlos estava inquieto, com muito medo. E então ouviu um barulho mais estranho ainda vindo da porta da frente. Era um ruído baixo, mas assustador. Carlos sentiu seu coração bater acelerado. Nunca tinha sentido tanto medo. Começava a acreditar que a casa era mal assombrada. Foi então que seus pais chegaram e, quando en...

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