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Mostrando postagens de 2016

Não se perca no caminho (feliz ano novo)

É tão fácil se perder pelo caminho, mesmo sabendo qual direção seguir. Muitas vezes, até se sabe em que direção andar, que objetivo se quer alcançar. Mas existem muitos obstáculos, muitas pedras no caminho. Todo obstáculo é feito para ser superado. Toda adversidade traz mais sabor à vitória. Mas muito desistem antes do fim. Simplesmente abdicam dos sonhos. Mas Renato Russo já dizia: “Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem”. Mas, além dos obstáculos, há distrações e pequenos desvios. O problema é quando as distrações e os desvios ficam mais importantes do que o sonho. Alguns desvios ficam tão longos que fica difícil voltar pro caminho. Aí deve ser feita a seguinte pergunta: será que ainda tenho aquele sonho ou será que aquele sonho não era tão importante assim? Há ainda outro problema. E quando não se sabe o caminho que se deve seguir? Às vezes é difícil saber qual caminho seguir. Há tantas direções, tantas aspirações, tantas metas. Seus pa...

Deputado desmascarado

 Durante um evento de comemorações de fim de ano organizado por grandes empresas do país, Reginaldo, deputado federal, deu uma entrevista inesperada. Ele esperava que fosse apenas parte do protocolo, com perguntas banais e que elevassem o seu prestígio diante dos convidados, mas dessa vez o tom foi bastante diferente. Evaldo, o jornalista convidado pela organização, fazia o perfil “chapa branca”, ou seja, favorável ao governo e, consequentemente, ao deputado da base governista. Ele, porém, não aguentava mais encobrir falcatruas dos políticos e bolou um plano para encurralar o deputado contra a parede, sem o conhecimento da organização do evento. – Boa noite, deputado. Inicialmente, eu gostaria que o senhor me dissesse quantas vezes você faltou às sessões esse ano. Reginaldo, visivelmente irritado e surpreso, olhou para o mestre de cerimônias e, não tendo resposta, tentou dar voltas no entrevistador. – Como você bem sabe, um deputado tem uma base eleitoral, que deve...

Amor platônico

Valdinei estava começando o ensino médio e não tinha muitas experiências com mulheres. E isso era completamente normal, afinal ele tinha pouco mais de 15 anos. Há cerca de três anos, ele começou a se interessar por uma colega de classe. Ela era uma das mais bonitas do colégio e havia vários garotos interessados. Valdinei, entretanto, nunca demonstrou nenhum interesse direto por ela, pelo menos não na frente de outras pessoas. Mas, no seu íntimo, ele a desejava e a idealizava, mesmo quando a viu ficando com outros dois garotos  nesse intervalo de tempo. Para  ele, aqueles garotos não a mereciam. Mas agora ele estava no ensino médio, em outro colégio, e tinha tudo para começar uma nova etapa em sua vida, sem amores platônicos. No entanto, não demorou muito para ele voltar a se interessar por outra colega de aula, Catherine. Dessa vez, porém, ele não pretendia ficar apenas observando e pra isso ele precisava vencer a sua timidez. Ele sentia que poderiam namorar e, como ...

Naufrágio

 Samir estava preocupado com a sua família. Seu país estava enfrentando uma guerra civil há vários anos e a situação havia piorado com a chegada de terroristas, que bombardeavam cidades inteiras somente porque os habitantes dali eram de uma etnia diferente. Ele tinha parentes no Canadá e queria ir para lá, apesar de seu pedido de asilo ter sido rejeitado. Sua situação estava cada vez pior, pois os terroristas tinham bombardeado a cidade vizinha no dia anterior. Ele tinha que buscar abrigo, refúgio, um lugar seguro, e então soube que muitas pessoas estavam atravessando o mar na tentativa de se refugiar em outro país e decidiu reunir o pouco dinheiro que tinha para levar sua mulher e seus dois filhos em segurança na travessia do mar num pequeno bote. Samir não contava com a ganância dos atravessadores, que lotaram a pequena embarcação muito acima da quantidade adequada. Sem opção de retorno do dinheiro e ameaçado com uma arma, ele não teve alternativa e embarcou naquela via...

Bebida

Era sábado à tarde, perto das duas horas, e Gustavo resolveu sair com os amigos para beber um pouco, como faziam quase todos os fins de semana. Lá pelas cinco da tarde, quando eles já tinham bebido e se divertido bastante, ele decidiu que queria ir para um lugar mais movimentado e beber mais um pouco. Os seus amigos não queriam deixar Gustavo dirigir, afinal ele tinha bebido demais, mas ele insistiu tanto que seus amigos permitiram. Enquanto isso, algumas crianças brincavam de bola numa rua distante e sem muito movimento. Elas se divertiam com a inocência ainda intacta e com a alegria estampada em seus sorrisos. Gustavo saía do bar em que estava e trafegava no seu carro novo pelas ruas da cidade a toda velocidade. Ele não costumava fazer isso. Era um sujeito comportado e pacato, mas quando bebia ficava impulsivo e descontrolado. A mãe de Leonardo, uma das crianças que brincava de bola, gritou: - Menino, vem pra casa. Sai do meio da rua. E Leonardo saiu da rua no instante...

Extremista islâmico

 George era um estudante de filosofia do 6º período, tinha uma visão bastante crítica do mundo, com ideias extremistas para a solução dos problemas da humanidade. Ele vivia isolado, com pouquíssimos amigos. Tinha cabelos longos e uma barba bem cheia. Quando não estava na faculdade, ele passava a maior parte do seu tempo navegando na internet e brincando de jogos de tiro, guerra e de estratégia militar. Ele era realmente muito bom nesses jogos e chegou a ficar em segundo lugar num torneio promovido pela internet com jogadores do mundo todo. A partir daí, começou a ser contatado, via internet, por alguns supostos fundamentalistas, que queriam que ele participasse de uma seita denominada “Gênesis”, que tinha como base a eliminação de todas as pessoas que não fossem radicalistas islâmicos. George não deu muito crédito àquelas mensagens, mas, em seguida, vieram mensagens de texto, ligações e finalmente um encontro pessoal com um membro da seita no Brasil. Depois disso,...

Um experimento

Ainda sinto a sua presença e só restou saudade da nossa experiência num laboratório de verdade. O meu sentimento foi experimentado como se fosse um medicamento e tantas vezes foi testado em troca do seu sentimento. Você começou a gostar de sentir que me amava e todos os dias queria testar se o remédio ainda curava. O remédio serviu por muito tempo até que acabou o seu efeito porque tudo tem o seu momento e nada é perfeito. Você disse que o remédio já não curava e até testou mais uma vez, mas experimentar já não adiantava e o nosso amor se desfez. Tentamos outra maneira de testar porque ainda havia sentimento, mas não havia mais lugar para aquele experimento. " Vai ser difícil sem você porque você está aqui comigo o tempo todo ". Trecho da música Vento no litoral da banda Legião Urbana.

Namoro proibido

Adriana e Tadeu estavam namorando há pouco tempo, estudavam na mesma faculdade, mas viviam em mundos completamente diferentes. Ela era da alta sociedade e ele era apenas um estudante, sem grandes expectativas financeiras, vindo de uma família humilde. Mas nada disso importava para Adriana, que viu nele o homem que ela queria ao seu lado, um sujeito simples, romântico, determinado e confiante. Passados dois meses, ela finalmente decidiu apresentá-lo à família, num almoço comemorativo. Os pais dela tiveram uma primeira impressão positiva de Tadeu, mas, à medida que foram descobrindo que ele vinha de uma família pobre e sua melhor perspectiva era se tornar professor e pesquisador universitário, essa impressão deu lugar a uma clara antipatia e oposição ao namoro, na forma de indiretas e indelicadezas sutis. Por meio de comentários preconceituosos, o pai dela começou a discursar que o cargo de professor universitário era algo medíocre, apesar de ultimamente ter alcançado algum reconhe...

Crítica esportiva (ou política?)

Alguns dias atrás, aconteceu um mega evento esportivo e as pessoas questionavam a falta de mais investimento do governo nos atletas nacionais. Muita gente postava nas redes sociais frases afirmando que o país não incentivava o esporte. E realmente o esporte nacional não vem recebendo o tratamento que merece há muito tempo. E essas pessoas diziam que era difícil competir com os atletas de outros países e colocavam até imagens sarcásticas denotando essa ideia. Certamente é muito difícil competir mesmo. Em outros países, o esporte é tratado de forma totalmente diferente. Alguns dias depois desse evento, ninguém mais fala no assunto e provavelmente muitos não lembram os atletas que ganharam alguma medalha, ainda mais se for de bronze. Aqueles competidores que eram “heróis nacionais” ficaram esquecidos da noite pro dia, batendo na porta de “patrocinadores” que não patrocinam o esporte brasileiro. Daqui alguns dias, veremos reclamações dessas mesmas pessoas dizendo que o governo...

Um pouco de violência e descaso

Renato e Caterine estavam namorando há pouco mais de cinco meses e ele então a convidou para morarem juntos na casa dele e ela aceitou imediatamente. O começo dessa convivência foi perfeito e eles sentiam que seriam felizes para sempre. Mas, depois de dois meses, Renato começou a demonstrar sua verdadeira personalidade. O seu ciúme exagerado e desmotivado passou a afetar o cotidiano do casal, tornando algo saudável numa convivência impossível. Logo surgiram as primeiras brigas e agressões verbais, e ela ainda tentou compreendê-lo, pois talvez tivesse dado algum motivo pro ciúme dele. Mas essa desculpa que ela havia colocado em sua mente logo se desfez. Ela passou a usar roupas mais longas e folgadas e a ficar em casa quase o tempo todo. Mesmo assim, ele desconfiava que ela estava usando o celular para ter conversas amorosas com outro homem. E uma conferida diária no celular dela não adiantou para diminuir seu ciúme e sua desconfiança. Ela não podia mais sequer conversar com...

Um pouco de romantismo

Fernando estava fazendo o quinto período do curso de medicina quando avistou uma caloura, que o deixou desnorteado. Então, ele bolou um plano para se aproximar dela, sem parecer forçado, rodeando o grupo de amigos dela para que se tornassem amigos em comum e, assim, ela se acostumaria com a presença dele. Depois de poucos dias, ele decidiu que já estava na hora de falar com ela diretamente. No final da resenha após a aula, quando o grupo de amigos se dispersou e ela ia saindo, passando ao seu lado, ele a chamou: – Oi, Daiane – ele disse e ela se virou para ele, que a olhou firmemente nos olhos. – Oi, Fernando. O que você manda? – disse ela de modo despojado e ele sorriu. – Ah... É que eu ouvi você falando que tá com dificuldade em bioquímica, que o professor é durão e eu acho que posso te ajudar nisso. – Sério? Pois fechou. Eu tô perdida nessa matéria. – Mas tem uma condição... – ele falou, deixando um pouco de suspense no ar. Ela fez uma expressão de surpresa e, de...

Como se fosse a primeira vez

João Pedro estava voltando pra casa depois de um dia exaustivo de trabalho. Estava chovendo e o carro à frente deu uma freada brusca. De repente, ele perdeu o controle de seu carro, que capotou três vezes e colidiu com outro veículo. Quando acorda, dois dias depois, ele fica confuso e percebe que está num hospital. A enfermeira chama o médico, que faz algumas perguntas básicas para João Pedro, mas ele não sabe respondê-las. Bianca – esposa de João – entra no quarto e pergunta como ele está, mas ele diz apenas: – Quem é você? Ela sai do quarto correndo e chorando. Um milhão de pensamentos passam pela sua mente. Depois de alguns minutos, ela procura o médico, que diz que essa perda de memória pode ser temporária e dentro de alguns dias tudo pode voltar ao normal. Três dias depois, João Pedro recebe alta e volta para casa dos pais . Os danos físicos estavam praticamente curados, mas a memória ainda não havia voltado. Pelo menos os oito anos anteriores ao acidente estavam esqu...

Depois de tanto tempo continuo te amando

Anderson e Marina se conheceram num show de rock por meio de um amigo em comum e logo perceberam que tinham gostos muito parecidos. Naquele mesmo evento, descobriram que aquela era a banda favorita deles e, depois de um longo tempo de conversa animada, ele chegou bem perto dela, foi se aproximando e a beijou. Depois de alguns dias se encontrando, ele a pediu em namoro, ela ficou emocionada e aceitou imediatamente. – Eu sei que posso parecer precipitado ou até muito lerdo, mas eu sinto que te amo e a cada dia me sinto melhor ao seu lado. Quero namorar com você – foram essas as palavras dele que saíram com uma pitada de nervosismo. Quando fizeram um ano de namoro, ele fez uma pequena surpresa para ela, levando flores ao trabalho dela e um bilhete que dizia somente: Depois de 365 dias, continuo te amando imensamente. E a cada comemoração especial ou mesmo em dias normais, ele dizia que continuava muito a fim dela. Num desses dias, ele parecia incrivelmente emotivo e sensível, c...

Mal-humorada

Rita era universitária, fazia o curso de Direito, tinha casado há poucos meses e tinha uma vida aparentemente feliz, especialmente nas redes sociais. Lá sua vida era uma maravilha, cheia de viagens para lugares magníficos e saídas noturnas para restaurantes e boates chiques. Entretanto, por mais que sua vida estivesse aparentemente muito bem resolvida, ela vivia resmungando de coisas banais, estava quase sempre mal-humorada. Na sala de aula, ela não cumprimentava a maioria das pessoas e algumas vezes até virava a cara. Reclamava das aulas e dos professores, alegando que estes não sabiam passar o conteúdo. Devia ser esse o motivo de suas notas baixas. Recentemente, ela começou a realizar uma obra na fachada da casa, mas depois de uma semana decidiu refazer tudo novamente porque não tinha gostado do visual que ela mesma tinha pretendido com a mudança. O mestre de obras já conhecia a fama de Rita, pois seus colegas já o tinham avisado que ela gostava de desfazer projetos por ...

A volta

Sílvio e Aline estavam namorando há dois meses. Ele tinha grandes planos para eles, mas ela não estava preparada para tantos planos. Queria simplesmente um bom companheiro, alguém que a divertisse e a levasse a bons lugares. Ele começou a desconfiar que ela estava saindo com outra pessoa e começou a tratá-la de maneira mais fria e rude, e ela achou estranho, pois ele sempre a tratou de forma educada, com respeito e carinho. Depois de alguns dias, o relacionamento deles começou a esfriar. Ela já não tinha mais a diversão que queria e ele não tinha o amor que tanto desejava. Ela, então, disse que o namoro não estava mais dando certo, que o encanto havia acabado e terminou o relacionamento. Ele ficou muito triste por dentro, mas não demonstrou qualquer sentimento e disse que aceitava numa boa. Ficaram sem se falar por alguns dias e ela não tinha notícias dele nem quando pesquisava nas redes sociais, o que a deixou curiosa para saber o que ele andava fazendo naqueles dias. Ela che...

Ajuda fatal

Jean era um músico talentoso, tocava e cantava à noite em bares e pubs pela cidade. Sua pequena fama e reconhecimento aguçaram seu ego e ele acabou caindo na armadilha da droga, que foi entrando lentamente na sua vida, por meio de membros e de fãs da sua banda. Depois de quatro anos usando vários tipos de drogas ilícitas, sua pequena fama acabou completamente. Ninguém queria contratá-lo para uma apresentação musical, os supostos amigos sumiram e sua aparência deixava transparecer o uso de crack. Ele já havia passado por tratamento e sua namorada tentava ajudá-lo a superar a situação. Infelizmente, dois anos depois a situação se agravou e o pior aconteceu. Depois uma longa noite de uso de crack, álcool e cigarro, Jean acordou e viu sua namorada morta ao seu lado, apunhalada por vários golpes de faca. Logo em seguida, ele foi preso, mas disse que não se lembrava de nada. Um psiquiatra, entrevistado por uma emissora de televisão, após a notícia chocar a cidade, disse que talv...

Um dia incrível

Henrique acordou cedo, animado para fazer algo diferente. O sol já brilhava forte lá fora e praticamente não havia nuvens no céu, que estava colorido num azul que transmitia um sentimento de paz e convidava para uma viagem a um lugar paradisíaco. Era alta temporada, verão, férias, e ele decidiu realizar a viagem que ele estava adiando há algum tempo. Então, ele ficou pensando em quem chamaria pra acompanhá-lo nesse passeio.   Lembrou que Ana tinha planejado uma viagem juntos, mas ele sempre dava uma desculpa. Eles tinham uma espécie de amizade colorida.  Ele pegou o celular e a chamou para conversar. Inicialmente, perguntou se ela estava bem e se tinha algo programado pra aquele dia. Ela, rapidamente, respondeu que estava ótima e que estava completamente livre. - Pois eu tenho um convite especial pra você! Vou embarcar numa aventura sensacional e quero que você venha comigo. Bora? – ele disse, encaminhando a mensagem para ela. - Com certeza! É só passar aqui em casa –...

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